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Como a Flash Reader transformou espaços de circulação em pontos de acesso à leitura

Startup catarinense Flash Reader soma mais de 56 mil impressões documentadas em totens instalados em Santa Catarina e São Paulo desde 2024, com equipamentos em universidades, museus, hotéis, bibliotecas, hospitais e grandes eventos culturais.


Startup catarinense soma mais de 56 mil impressões documentadas em totens instalados em Santa Catarina e São Paulo desde 2024, com equipamentos em universidades, museus, hotéis, bibliotecas, hospitais e grandes eventos culturais.

A fila de espera de um hospital dificilmente é associada à leitura. O mesmo vale para a recepção de um hotel, o corredor de uma universidade ou a entrada de um museu regional.

Mas foi justamente nesses ambientes que a Flash Reader começou a identificar um padrão: quando o acesso ao conteúdo é simples, gratuito e integrado ao espaço, as pessoas usam.

Desde os primeiros testes realizados em 2024, a startup fundada em Videira (SC) expandiu sua atuação para diferentes contextos — de bibliotecas públicas a eventos internacionais — acumulando milhares de impressões documentadas em equipamentos instalados de forma permanente e temporária.

Mais do que o volume total, os números mostram algo mais relevante: a capacidade da tecnologia de funcionar em perfis completamente diferentes de público.


O crescimento da Flash Reader em números

Os dados registrados pela startup mostram uma expansão contínua da utilização dos totens desde os primeiros equipamentos instalados em Santa Catarina.


2024 — Os primeiros testes de escala

  • 7.270 impressões documentadas em operação contínua;

  • participação na Bienal Internacional do Livro de São Paulo com cerca de 22 mil impressões;

  • primeiros equipamentos instalados em universidades, hotelaria, inovação e espaços culturais.

Foi o ano em que a Flash Reader validou a tecnologia em ambientes reais de circulação pública.


2025 — Expansão para cultura, turismo e educação

  • 18.515 impressões registradas em equipamentos permanentes;

  • expansão para museus, educação pública e turismo;

  • início da operação na MSP Estúdios, em São Paulo;

  • consolidação do Hotel Renar e do Museu Casa da Cultura Lydia Frey como alguns dos ambientes de maior uso contínuo.

O crescimento mostrou que os totens não dependiam apenas do efeito novidade: os usuários continuavam utilizando os equipamentos ao longo do tempo.


2026 — Novos ambientes e consolidação

  • mais de 4 mil impressões registradas até maio;

  • entrada da Flash Reader em bibliotecas públicas e hospitais;

  • implantação na Biblioteca Pública Municipal Maria Luiza de Matos Costella, em Chapecó;

  • início do piloto hospitalar no Hospital Salvatoriano Santa Maria.

Mesmo em novos contextos, o comportamento se repetiu: o público interagiu espontaneamente com os conteúdos disponíveis.


O que muda de um ambiente para outro

Um dos principais aprendizados da Flash Reader foi perceber que o comportamento do usuário muda conforme o local onde o equipamento está instalado.

Nos hotéis, os conteúdos infantis e turísticos lideram os acessos.

Nas universidades, os usuários alternam entre literatura, conteúdos acadêmicos, desenhos para colorir e materiais ligados à saúde.

Nas bibliotecas públicas, contos, tirinhas e conteúdos sobre autores locais aparecem entre os materiais mais procurados.

Já nos museus, o totem funciona como extensão da experiência cultural do visitante.

Essa adaptação natural ao contexto foi um dos fatores que mais chamou a atenção da startup ao longo da expansão da tecnologia.


O caso da Bienal do Livro

O maior volume pontual registrado pela Flash Reader aconteceu durante a Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Em poucos dias de evento, três totens geraram aproximadamente 22 mil impressões — o maior registro da startup em uma única ação temporária.

O dado evidenciou o potencial de escala da solução em ambientes de grande circulação.

Mas, para a empresa, o comportamento mais importante apareceu fora dos eventos: no uso contínuo dos equipamentos instalados permanentemente.

O Hotel Renar, por exemplo, ultrapassou 5 mil impressões acumuladas desde o início da operação.

O Museu Casa da Cultura Lydia Frey superou 6 mil impressões registradas.

E os equipamentos da Uniarp, em Caçador e Fraiburgo, consolidaram um padrão de uso recorrente em ambiente universitário.


Mais do que tecnologia

Fundada em Videira, Santa Catarina, a Flash Reader nasceu dentro do ecossistema de inovação apoiado pelo Sebrae SC e pela Fapesc.

Hoje, a startup desenvolve totens interativos de leitura com tela touchscreen, impressão térmica sob demanda, curadoria personalizada e integração com inteligência artificial para recomendação periódica de conteúdos.

Mas, para a empresa, o principal indicador continua sendo outro: a capacidade de transformar espaços comuns de circulação em pontos espontâneos de acesso à leitura, cultura e informação.

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